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terça-feira, 13 de março de 2012

As Primeiras Luzes

O maior e mais apreciado clichê de todos os tempos fotográficos é o nascer do sol, seguido de perto - geralmente doze horas depois, pelo por do sol.
Para nós, fotógrafos, além da excelente qualidade de luz e a possibilidade mais propícia de fotografar silhuetas, significa um dia de luz absolutamente inteiro pela frente.
Nesta saída para fotografar uma travessia de natação da praia até a Ilha do Campeche, foi exatamente o que aconteceu: iniciamos antes das seis da manhã e à tarde emendamos um estúdio no Studio de Silvia Wagner (nossa) que só terminou depois que o sol se pôs.
As fotografias que combinamos e as oportunidades que surgem eventualmente preenchem nossos sábados, semana sim, semana não, de histórias, memórias orais e fotográficas e desejos de que volte logo o tempo de fotografarmos juntos.
Das várias qualidades que este grupo tem, a que mais aprecio é extremamente pessoal: é a capacidade que eles têm de me fazer sentir saudades e desejar tê-los logo de volta.
Sim, eu sei que sou uma sentimental: mas a fotografia é de origem sentimental. Uma conjunção das percepções do nosso olhar com nossos sentidos outros que nem sabemos explicar.
Tarde quente. Hoje chove...

domingo, 10 de abril de 2011

Diários de Fotomotriz

Fotografias da terceira saída do Grupo Fotomotriz em 2011.
Tomadas da Praia da Armação, Matadeiro e da paradisíaca Ilha do Campeche.


No ano passado, fizemos nossos diários fotográficos, que devem ser em breve publicados sob forma de exposição fotográfica, em Florianópolis e Curitiba.
O projeto deste ano, após saídas, reuniões e estudos, é algo precioso que resultará em um rico material sobre Florianópolis. Por ser um tema tão explorado, viremos com novidades.
Mas, como o Grupo toma decisões e fotografias?
Nos encontramos duas vezes ao mês, a primeira, durante a semana, para combinar a próxima saída, que é pensada de acordo com a estação do ano, conveniência, disponibilidade e sempre contando com um tempo iluminado, pois fotografia em Florianópolis, coisa que parece tão fácil, não é não (S. Pedro não deixa, não...). Há chuvas constantes e em vários momentos do dia.
(Pausa  para o cafezinho, mas se tiver festa, tem que ser champagne..... Bem melhor, pois há um consenso no grupo de que eu não sei fazer café...)
Há um calendário pré-fixado no início do ano, mas as datas podem ser alteradas.
Logo no sábado, saímos em busca da Imagem Perfeita.
Em geral, e entre oito fotógrafos, precisamos apenas de duas ou três tomadas muito boas. Mas a fotografia não se dá facilmente, principalmente se a exigência for grande - e é.
Na próxima quinzena, já é tempo de um novo encontro, onde cada um traz cinco fotografias, ampliadas em papel fotográfico, que considera excelentes. É raro que alguém não as traga, mas também acontece de muitas vezes apenas não gostarmos do material produzido e trazermos uma só fotografia, ou duas...
Comentamos as fotografias, elogiamos ou calamos, e partimos para novas buscas. Nas saídas, aprendemos com a luz, com o tempo e com as formas, mas o principal, aprendemos com nossos amigos.
Há 15 anos dando aulas de fotografia, nunca fiz uma saída sem aprender alguma coisa.
O acervo vai aumentando, até que o ciclo se complete e chegue a hora das imagens irem, novamente, para a rua.
Ser vista é o destino de toda imagem.