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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Deseje a Luz.

É isso aí, quem não deseja a Luz...
Mas há um caminho para consegui-la - e já sabendo que não podemos retê-la. A fotografia é a ilusão mais explícita da tentativa de retenção da Luz, mas ela não é a verdade. Por isto estamos sempre e de novo em busca da Luz.
Para conseguir a Luz, temos que nos antecipar a ela. Antes que ela exista, já a espreitamos.

Desta forma, madrugamos e cedo assim estávamos na Praia da Galheta.
Não posso dizer que foi sacrifício, é gostoso fazer isto, e a gente tem que fazer o que ama. Fotografia de Natureza não pode ser um sacrifício. Nem de outras áreas, Antropologia, Jornalismo, Moda, Casamento...

Não foi nossa pior trilha (é uma trilha bem leve), não foi nossa madrugada mais cedo (Lagoinha do Leste vence em todos os quesitos), mas nunca em toda a história do Fotomotriz tivemos um Festival de Arco-Iris.
E neste dia, teve muito Arco-Iris!!!!
Pode até ter uma coisa mística para os místicos (cada qual sabe da sua porção mística em algum canto escuro - ou muito claro...), mas a Galheta é uma praia naturista (abaixo fotos reveladoras!!!!) e frequentada por pessoas ligadas aos movimentos ecológicos e também muito frequentada por homossexuais. O Arco-Iris é o símbolo do movimento GLSBT (tem letras faltando, mas parece que a cada ano acrescenta-se uma letra, então ficamos assim. Quanto mais letra melhor).
O legal foi que choveu depois.
O sol veio lindo.
As nuvens só serviram de cenário.
As águas da maré vinham para deixar espelhamentos.
E a chuva depois de tudo, nós enrolados em sacos de lixo, demos boas risadas...
As fotos do pessoal?
Logo irá sair o livro e vocês verão o que eu já vi: as melhores!
Por enquanto, leitores, vão ficando com estas piores, inclusive esta abaixo em que estamos ao natural:




domingo, 7 de abril de 2013

Fotografar Crianças

Fotografar os pequenos é bem mais fácil quando conhecemos seus pais e temos serenidade de andarmos pela casa e escolher os materiais, os recantos e todas as possibilidades - e são inúmeras - para capturar as mais belas fotos.
Fotografar Ana Beatriz foi fácil assim, uma experiência gostosa para os mais experientes do grupo e, para os que ainda não tinham experimentado crianças, igualmente agradável. Aliás, ao fotógrafo iniciante, nada mais agradável que fazer suas primeiras fotos deste ou daquele assunto na companhia de outros fotógrafos. Assim foi comigo, há 20 anos. Eu me sentia segura, coberta.
Quando conhecemos a família do bebê entendemos melhor o que eles desejam e como vêem seu filhote. E tendo uma relação carinhosa, este afeto melhora as fotos. Se for uma nova família é bom, como em toda foto, em todo trabalho, desenvolvermos e consolidarmos um elo afetivo. Fica melhor. Fica mais bonito. Porque fica mais amoroso...

Olha a Bia...



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Uns Pedacinhos de Pedra... Perdidos no Mar

Itaguaçu, a praia que vê a Ilha, é a amostra do que acontece com quem tenta enganar 'aquele cujo nome não se pode pronunciar': As Bruxas fizeram uma festa e não quiseram convidar o Diabo, por causa do seu cheiro de enxofre. Ele acabou sabendo da coisa e apareceu por lá endemoniado, e petrificou-as todas...
Este é um dos contos da tradição desta bela terra, Florianópolis, e esta é a foto da cena aterradora...



Assim é um sábado de fotografias com este grupo, o Fotomotriz, que vive inventando coisas, em tudo encontra luz e prefere não mexer com 'aquele cujo nome não ousamos pronunciar...'

sábado, 5 de maio de 2012

Ratones Grande e Anhatomirim

Mais de um mês aguardando pelo dia perfeito. E hoje foi o dia perfeito.
Fotografar fora do estúdio é saber que da qualidade da luz depende a qualidade da fotografia. E hoje amanheceu luminoso, manhã de barco, ilha em ilha com seu Maneca fotografar os Fortes e seu entorno.
Abaixo, Ronaldo fotógrafo, o barco no amanhecer, seu Maneca e um autoretrato. Na espera pela próxima, pois as fotos e o encontro com meus amigos e amigas são meu combustível para a semana.





domingo, 8 de abril de 2012

Saída em Sambaqui

Nossa saída neste sábado foi na bucólica Praia do Sambaqui, um lugar lindo, de mar tranqüilo. O grupo, mesmo desfalcado pela metade, andou pelo espaço de prainha, lazer, artesanato e tradição açoreana, fotografando e conversando com as pessoas.
Há muita curiosidade quando um grupo de fotógrafos é avistado: e é gostoso explicar o que fazemos, nossas saídas e nossos trabalhos...
O projeto desenvolvido em 2010 e efetivado em 2011 foi a Exposição, bárbara, na Pedro Paulo Vecchietti. Neste ano, trabalhamos para a realização de um livro absolutamente inédito por estas bandas. Aguardem...!
Foi legal ter parceria, mesmo em vésperas de Páscoa! Obrigada Jaison, Jacira e Juvita!!!

A fotografia é de autoria de minha irmã mais nova, Elisa Schaeffer, que veio alegrar o meu feriado!

terça-feira, 27 de março de 2012

Nosso Senhor dos Passos 2

Uma mensagem de Silvia Wagner, do nosso grupo, sobre a sua experiência ao fotografar a procissão, e duas fotos que eu fiz dela, enlouquecida. Estamos, geralmente, em transe, quando estamos fotografando. E fotografar a fé de um povo são outros quinhentos...

"Hoje foi um dia de caminhos abertos. Eu, mãe e filho saimos para almoçar na lagoa -oh céus onde estacionar - a chuvinha já molhava e veio a preocupação de deixar a mãe na porta do restaurante - encostei e no mesmo instante o carro que ocupava a vaga na minha frente começou a dar ré e sair - estava lá a minha vaga. Estacionei feliz da vida...
Após almoço seguir para a procissão - levando a mãe junto que, como ela não cansou de dizer - finalmente depois de 10 anos morando em Floripa, iria realizar o desejo de acompanhar a Procissão de Nosso Senhor dos Passos. Oh céus novamente a preocupação de encontrar uma vaga para estacionar e assim que entrei na rua vi uma vaga a minha espera. Desembarcando e auxiliando minha mãe a sair do carro vejo um carro se aproximando - quem é, quem é ????? Mara e João - ah se tivesse marcado um encontro - não seria tão preciso na hora e local!!
Seguimos para procissão - gente que não acabava mais - deixei minha mãe - Mara e eu nos separamos e vez ou outra nos avistávamos e até mesmo chegamos a nos encontrar , correndo buscando um espaço para uma imagem. Gente, momentos como esse me fazem refletir - uma multidão de todos os tipos de gente , todas as idades, cores, tamanhos, classes e posição social - todos lá sob o mesmo sol, enroscando braço com braço no ínfimo espaço que restava na expectativa de ver mais de perto o Cristo carregando a cruz. Uma demostração de fé que contagia. Me emocionei!
Novamente, surpresa, Mara e eu lado a lado - vamos, vamos correndo acompanhando, tentando passar na frente, chegar antes, subir até a capela do Hospital de Caridade. Novamente nos perdemos, e fomos cada uma no seu ritmo e nas suas buscas por imagens. Enfim na porta da igreja - lado a lado com o padre, arcebispo e todos os tais que carregavam a  imagem do Cristo. Suando e cansados como qualquer ser comum lá estavam governador, prefeito, deputado, ex, atual, esse, aquele e todos mais e a multidão ao redor, num espetáculo de fé. Vejo um braço me acenando - Mara lá de longe. E as cenas nos chamando e lá se vão mais vários clicks. As imagens do Senhor dos Passos e da Nossa Senhora das Dores seguiram seus destinos adentrando a igreja. Muitos fiéis em fila aguardavam a oportunidade de lá também entrarem. A Mara já javia descido o morro e caso encontrasse minha mãe me avisaria. Em seguida também desci. Encontrei minha mãe ao lado de uma senhora que a acompanhou durante boa parte da procissão - Não me admirei do fato pois esse tipo de celebração ativa o lado sensível das pessoas. A Mara se comunicou comigo pelo celular - já tinha encontrado o João - falava comigo e nos localizamos frente a frente - cada uma do lado oposto da rua - ainda no celular nos despedimos acenando e rindo.
Missão cumprida!!!"


E ela ainda complementa:

"Uma experiência muito bacana mesmo.
Buscando imagens captamos os sentimentos e partilhamos os sentimentos.
Teve uma hora que ouvi um senhorzinho atrás de mim repetir várias vezes - Como é linda a Nossa Senhora, como é linda!! Discretamente me virei em sua direção e ele enxugava as lágrimas!! Me arrepio só de contar !!!

Mas bacana mesmo, tanto no sábado como no domingo foi correr por todos os cantos, sozinha, misturada na multidão buscando meu objetivo e nem por um momento me senti desamparada. Sabia que em breve estariamos reunidos cada um com seu relato.
Nos preocupamos uns com os outros e esse conjunto nos fortalece, nos estimula, nos protege e nos encoraja. "

Agora, encontrem ela na imagem abaixo...!!!!


Maluca, né...?

segunda-feira, 26 de março de 2012

Senhor Jesus dos Passos

O IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, conta agora com um largo acervo fotográfico, doado pelo FOTOMOTRIZ, que está na torcida para que a Procissão do Senhor Jesus dos Passos seja reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. A fé de um povo, em especial manifestada nesta procissão, que existe no Brasil antes mesmo da chegada de D. João VI, está toda documentada por Jaison James, Jacira Padilha, Juvita Santos, Silvia Wagner, Eduardo Arend e eu, Mara Freire. Uma procissão de imagens belíssimas e documentadas em todo o seu realismo fantástico.


O trabalho acontece porque o Fotomotriz torna-se conhecido do público e também reconhecido pela beleza e sensibilidade de suas fotografias.
Bom para o IPHAN, para  o povo brasileiro e para nós, Fotomotrizes, que mais uma vez pudemos registrar, constatar e celebrar à nossa forma mais uma realização.

terça-feira, 13 de março de 2012

As Primeiras Luzes

O maior e mais apreciado clichê de todos os tempos fotográficos é o nascer do sol, seguido de perto - geralmente doze horas depois, pelo por do sol.
Para nós, fotógrafos, além da excelente qualidade de luz e a possibilidade mais propícia de fotografar silhuetas, significa um dia de luz absolutamente inteiro pela frente.
Nesta saída para fotografar uma travessia de natação da praia até a Ilha do Campeche, foi exatamente o que aconteceu: iniciamos antes das seis da manhã e à tarde emendamos um estúdio no Studio de Silvia Wagner (nossa) que só terminou depois que o sol se pôs.
As fotografias que combinamos e as oportunidades que surgem eventualmente preenchem nossos sábados, semana sim, semana não, de histórias, memórias orais e fotográficas e desejos de que volte logo o tempo de fotografarmos juntos.
Das várias qualidades que este grupo tem, a que mais aprecio é extremamente pessoal: é a capacidade que eles têm de me fazer sentir saudades e desejar tê-los logo de volta.
Sim, eu sei que sou uma sentimental: mas a fotografia é de origem sentimental. Uma conjunção das percepções do nosso olhar com nossos sentidos outros que nem sabemos explicar.
Tarde quente. Hoje chove...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Seu Venceslau

A manhã de sábado nos brindou com um belo nascer de sol, reflexos e algumas aberturas de céu, nesta trilha entre as praias da Solidão e Saquinho. Os detalhes 'aranhentos' da mata, a exuberante mata Atlântica, que está se derramando em borboletas pretas e azuis, uma coisa linda de se ver. Entretanto, mal as danadas nos avistam e se vão, rápidas como o quê.
Trilhos de formigas, beija-flores também a não mais poder, a 'cavalinha' Branca em seu transporte de cargas para a isolada comunidade do Saquinho, tudo passa e tudo fica. É assim, a fotografia.
Nós fotógrafos acabamos submetidos à nossa imaginação e desprendidos daquilo que consideramos 'real'. Assim são feitas as imagens, com a colaboração também das falas de uns e outros que encontramos pelo caminho. Umas falas rudes e medrosas de um eremita, mas também a fala mansa, sábia, o aconchego da casinha do 'Seu' Venceslau.
Temos uma lista enorme de agradecimentos quando este livro sair! Mas nossa maior gratidão talvez vá mesmo, para esta natureza generosa, das coisas e dos seres.
Uma foto do Seu Venceslau, escritor e entalhador:

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fotomotriz e o Espetáculo da Vida

No encerramento das atividades do ano com meu grupo companheiro Fotomotriz e na falta de palavras e na sobra de vida, partilho este belo João cabral de Melo Neto. Porque assim como buscamos imagens poéticas, ele nos dá metáforas perfeitas, estes poemas cheios de imagens...
 
"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:

vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,

ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,

vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;

mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;

mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;

mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Figurativa ou abstrata?

De uma forma ou de outra, inteira, completa, complexa, a imagem se apresenta em todos os lugares, por diversos ângulos e vista de várias formas por cada um: daí, a Linguagem pessoal com que nos expressamos fotograficamente...
Pensem, se a temática fosse fotografar os colegas trabalhando (fotografando), como seria a abordagem de cada um, de cada uma...?
Abaixo, minha abordagem, "Meninas Fotografando".


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Afinal, o que é um projeto?

Projeto é algo em que investimos nosso talento e nossas capacidades.
Ele começa encantador, uma verdadeira paixão, mas, para que fique completo e perfeito, nossas intenções acabam sofrendo um desgaste.
Muitos não chegam ao fim dos seus projetos, há uma estrada inteirinha, sempre em construção, com projetos e mais projetos abandonados à beira do caminho...
Isto porque dá trabalho. Enjoa. Gostamos de diversificar e nos dispersamos por outras idéias. Artistas, então, são dotados de uma imensa capacidade de perder o rumo!
Quando temos um projeto, mesmo que enjoemos, é preciso ter em mente: ele é tão lindo e possível quanto aquele bebê-projeto que foi lá no comecinho. Vamos sempre acalentar, criar, desenvolver e tornar reais nossos projetos. De preferência, com esforço, perseverança e festa. E algum veneno anti-monotonia...
Bom fim de semana, Fotomotriz!

sábado, 5 de novembro de 2011

Mistérios da Lagoa

Coisas estranhas acontecem na Lagoa da Conceição...


Eu não quero nunca mais ficar no computador. Quero estar na rua, nas casas, vendo a luz e fotografando. Para sempre.

domingo, 30 de outubro de 2011

Este Sim, um Sábado Fotográfico!

Uma trilha tem que começar bem cedo e esta acordou com o Sol.
Quatro meninas dispostas a encerrar o dia lá pela meia noite, passando pela Praia da Solidão e Trilha / Praia do Saquinho, boteco, Dario e Pizzaria do Daniel...
Uma luz nem tão boa, mas que nos rendeu duas ou três fotos de qualidade - que é o que deve buscar de fato todo fotógrafo. Material de qualidade.
Eu, Jacira, Juvita e Silvia andamos calmamente, falei que a trilha era leve...? Conversávamos sobre fotografia, luz, as palestras da semana do Floripa na Foto, e todos os delicados detalhes do caminho. E cremes e músicas e outros dias de sol das nossas vidas...

A manhã correu assim bem risadenta, até chegarmos no boteco final da trilha, casas onde a energia elétrica ainda não chegou, e a casa do artesão solitário. Cervejas. Retorno. Almoço no Dário, no Pântano do Sul, uma cachacinha da terra e tarde sonolenta - planos para a noite...
Liga que liga, nos encontramos todas na palestra da noite, pois o Floripa na Foto encerrou, muito afetivo e firmando-se como referencial para estudos da fotografia em Florianópolis. Muito bom ter passado a semana 'acampada' por lá... Para a palestra e o que seguiu, juntou-se a nós Aires querida, pois mulher inteligente sabe somar (se).
À noite, fechamos na Oléo e Oliva, com pizza à Daniel e um belo Malbec afinal, ninguém é de ferro, e devemos resistir a tudo, menos às tentações... (O.Wilde)

Flores, (Sil, Aires Jacira, Juvi), beijos e obrigada!!!

sábado, 1 de outubro de 2011

Sábado Fotográfico no Ribeirão da Ilha

Nasce mais um dia e há nuvens no céu. Posso interpretá-las como impedimento fotográfico, luz sem qualidade, ou como uma possibilidade de algum sol, luz e principalmente boas imagens e o deus da percepção me abençoando com surpresas nas dobras, relevos, sombras e reflexos. Que, aliás, na fotografia tudo é reflexo.
Almoço no Dario, no Pântano do Sul e saída para o Ribeirão da Ilha.
A idéia, a cada vez, é captar com um misto de poesia, precisão, nitidez e novidade, os principais aspectos dos locais visitados.
No Ribeirão, são as cores do casario colonial, a simpatia das gentes, o passar tranqüilo das pessoas e o mar sossegado apreciando tudo, mudo e imutável...
Minhas companhias prediletas por testemunha: Jaison, Lucienne, Jacira, Juvita, Eduardo, e fomos também re-visitados pela Misi...
Achei na rua dois dinheiros: uma nota de 100 reais e uma de 50! Devolvi ao dono, que também era o simpático proprietário do Ilha Terceira, um belo restaurante. Tomamos, na faixa, um 'café com ostras'. Vão lá ver...
Depois, todos tomamos café no charmosíssimo 'Tens Tempo', do Jaime (Ostradamus). Vida dura, a da fotografia...
Envio, com carinho, em primeira mão, este auto-retrato, eu, já com meu cabelo curtíssimo...

sábado, 3 de setembro de 2011

Trilha de Naufragados 2

Naufragados é a Praia mais ao Sul na Ilha de Santa Catarina, Florianópolis.
De lá, avistamos a Pinheira, pertinho pertinho...
O grupo estava lá todo, desde 7 da manhã até meio da tarde. Caminhamos fotografando durante uma hora, até chegarmos no farol de Naufragados, uma trilha mais puxada, mas a vista, linda!
Descendo para a praia, procurar dados, imagens, poesia, e não tinha pouca. Os amigos poderão conferir daqui a alguns meses, quando sair o livro...
Retornamos pela trilha mais branda, após uma cerveja e umas iscas de peixe em uma espelunca na beira da praia. Definitivamente, não foi o nosso dia gastronômico! Ainda bem que na reunião da quinta João fez um belo molho para o nosso Barilla (patrocinador...).
Na trilha, pequenas quedas dágua, uma beleza de sons e vegetação.
Os dias melhoram com a presença das fotografias e dos Fotógrafos.
A Exposição Diários de Fotomotriz segue em cartaz, na Galeria Pedro Paulo Vecchietti, para quem não conferiu, olha, vale a pena!!!

Trilha de Naufragados 1

Trilha ótima, subida até o farol e descida margeando o riozinho com suas cachoeiras.
Mas antes que passe a fome e a indignação, vale dizer: paramos no primeiro restaurante, duas da tarde! Freguesia das Ostras. Nosso pedido chegou 45 minutos depois, sendo que nem havia lotação. Pouca comida, má qualidade e péssimo atendimento da garçonete que, apesar da minha conhecida delicadeza, elevou a voz para dizer que não tinha troco para 50 reais. O arroz do dia simplesmente acabou e tiveram que fazer outro às pressas, que veio, obviamente, mal cozido para a mesa...
Não tinha café.
Já posto algo gostoso, já já...!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Diários de Fotomotriz:

Este é o nome da nossa exposição.
Das saídas do ano de 2010, das conversas, vinho, cerveja, trilha, companheirismo, emails, reuniões, risadas, estudos e práticas, temos uma super-seleção de 23 fotografias, considerando as milhares de imagens produzidas.
Gostaríamos que houvessem paredes e galerias para tanta fotografia, mas o mundo é feito mesmo de espaço e tempo. Destes, captamos a luz e mostramos, a partir de hoje, 31 de agosto de 2011, estas fotografias.
Galeria Pedro Paulo Vecchietti, Rua Tiradentes Esquina com Praça XV, centro de Florianópolis.

domingo, 7 de agosto de 2011

Manhã de Sol, Surf e Fotografia

Há mesmo uma intersecção muito grande entre as paixões Surf e Fotografia. Só não fomos para  as águas frias, mas cedo estávamos ao vento, sol nascendo, buscando a imagem perfeita do surf, assim como eles e elas buscam a onda perfeita. A cada olhar deles sobre as ondas a ideia de que aquela que vem será a melhor.
No nosso caso, sem uma teleobjetiva 300 ou 500 mm, e difícil conseguirmos um bom enquadramento, pois a tele oferece a sedução da imagem invadida, do gesto do surfista, do detalhe da onda. Com objetivas mais curtas e possível o enquadramento geral, com mais surfistas, ou tomadas da praia como panorâmicas ou fotos em contra-luz.
As horas de espera e trabalho podem ser mais leves com a ajuda de um monopé ou tripé, e os cuidados com o equipamento na beira da praia devem ser dobrados: ao trocar a objetiva, que seja de uma forma muito protegida do vento e da maresia (aliás, seria ideal nao trocar). Ao chegar em casa, limpar toda a câmera com um pano delicado umidecido (de preferência um 'perfex' novo) e colocá-la no desumidificador ou secando ao sol, já sem a bateria e o memory card.
Comentava com Silvia que os melhores momentos da vida são feitos de paixão. E, das paixões, a fotografia divide o topo com as paixões mundanas, claro. Mas ela me anima, a fotografia, me impulsiona e me enche de alegria e energia pelo dia todo, por dias. Apesar de ter saído cedo, para SP, as boas imagens e as boas lembranças me acompanham.