Bem, questão de ponto de vista, 'meu ponto pacífico fica no Atlântico', como dizia Leminski...
Aqui estamos nós, após 7 quilômetros de trilha. E esta é uma distância não medida em metros, mas em fotografias. Quem não é fotógrafo - fotógrafa, e acompanha o pessoal sabe que o passinho é de shopping center, sem as desvantagens do mesmo: vamos nos arrastando, pois são poucas horas de muita luz, animais na trilha (micos, tucanos, outras aves) e barcos e gentes que passam e tudo aquilo que pasma os turistas do Brasil e do mundo, e também nos deixa passados...!
Para quem não conhece a Costa da Lagoa, é só pegar o barquinho que sai do ancoradouro da Lagoa da Conceição, pagar R$ 3,00 (Três Reais!!!) e ir navegando até uma comunidade sete quilômetros adiante, onde só se chega de barco ou de trilha. Lá encontramos, além de excelente gastronomia, costumes e tradições antigas, de pescadores, açorianos, senhoras benzedeiras, histórias de embruxamento tão bem descritas pelo Franklin Cascaes e, mais recentemente, de forma magnífica, pelo Zeca Pires, no filme 'A Antropóloga'. Quem não viu vá ver: o filme, a Costa da Lagoa...
Fotomotriz força que impulsiona através luz. Diários, todo dia há coisas que se ver, sol, raio, urubu, ninho, janela com moça com gato no colo, mulher que passa, homem também, trem, índio, maluco, mameluco, mamulengo, só porque há luz é que é assim..
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
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