A Europa é vasta, motivo pelo qual sempre me concentro quando vou. A dispersão que conduz o turista a ver tudo faz com que ele não veja nada. Prefiro visitar um só país e buscar compreendê-lo: sua língua, seu povo, sua história, geografia e arte.
Muitos turistas não conseguem sequer pasmar diante de uma obra de Dali: é preciso fotografá-la e rapidamente ceder lugar ao próximo turista - são filas para ver as obras de Dali, Gaudi, Picasso, Miró, tantos...
Desta vez, Espanha: um museu a céu aberto.
Atualmente, felizmente, o monopólio do face a face com a obra original não é mais dos ricos: muitos podem ir vê-las, de forma que os museus ficaram pequenos, o tempo ficou curto e é meio idílica a idéia de que possamos estar na frente da nossa obra tão desejada e admirá-la, manter comunicação com ela, refletir diante dela e de sua historicidade. Os tempos mudam e ficam mais e mais democráticos, e isto é bom. Mas tem-se que pensar em uma saída para que a obra de arte não seja tão banalizada, um consumo rápido e fácil, quase uma camiseta com uma estampa onde lemos: Guernica - eu vi.
Em um hotel em Andorra, um principado fincado nos Pirineus, divisa com a França, foi que me deparei com um periódico com uma fotografia incrível, vencedora do Prêmio Godó de Fotoperiodismo. O autor, Alfons Rodriguez, clica uma família recebendo o corpo do filho, muçulmano, vitimado pelos conflitos com os sérvios. Acerta em cheio "o sempre difícil binômio Arte-Informação".
Passo o blog do jornalista de Barcelona, com a foto premiada. A seguir, transcreverei uma análise de Pepe Baeza sobre o foto periodismo (fotojornalismo).
Eis o blog de Rodriguez, com a fotografia premiada:
http://walkoneartharmphoto.blogspot.com/
Fotomotriz força que impulsiona através luz. Diários, todo dia há coisas que se ver, sol, raio, urubu, ninho, janela com moça com gato no colo, mulher que passa, homem também, trem, índio, maluco, mameluco, mamulengo, só porque há luz é que é assim..
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Naufragados
Era cedo quando começamos a árdua subida ao farol de Naufragados. Chegando lá foram clics e mais clics. Um vedadeiro arcenal de disparos, o visual estava otimo e ali ficamos um bom tempo.
Assinar:
Postagens (Atom)







